Quarta, 22 de Novembro de 2017
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Durante a Segunda Guerra Mundial, pilotos de muitos países latino-americanos se ofereceram como voluntários. Entre eles, estavam os Aguilas Aztecas, do México, os Senta a Púa, do Brasil, e Firmes Volamos, da Argentina, três valentes esquadrões que participaram em batalhas no Atlântico Norte, nas Filipinas e no Norte da Itália, enfrentando os kamikazes, participando do Dia D e colaborando com a reconquista do Continente Europeu. Através de entrevistas com os protagonistas, com especialistas em aviação e historiadores, conheça as experiências dos pilotos latino-americanos nesta guerra e especialmente nas missões aéreas que realizaram. Clique abaixo para assistir o documentário na íntegra:




"Esquadrões de Honra", apresentado por João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso e pesquisador da participação do Brasil no conflito, é baseada em depoimentos de aviadores argentinos, mexicanos e brasileiros.

Um dos aspectos abordados que mais chamam a atenção é a formação da esquadra argentina, uma vez que o país se manteve neutro quase até o fim da guerra.

Voando com a Força Aérea Real britânica, esses voluntários foram os primeiros latinos a entrar em combate, em 1942, e tiveram papel importante nos preparativos do Dia D, a decisiva invasão da costa francesa, em 1944.

Já os mexicanos foram os últimos a se apresentar. Eles atuaram na Ásia, quando os confrontos na Europa já tinham terminado, mas a participação foi tão rápida quanto intensa, pois enfrentaram os ataques suicidas dos kamikazes japoneses.

Quanto aos brasileiros, que começaram a voar na Itália em outubro de 1944, lhes coube a missão de cortar a cadeia de suprimentos do Exército nazista, o que consistia em bombardear alvos, como pontes e estações ferroviárias, atrás das linhas inimigas.

Eram operações arriscadas, como a narrada pelo piloto Rui Moreira Lima. Certo dia, conta, depois de ser atacado em pleno ar, metralhou um tanque alemão e o destruiu. Na fuga, com o avião avariado, chegou a se preparar para saltar, mas retomou o controle do aparelho e conseguiu pousar num campo aliado, onde contabilizou os projéteis que o acertaram: 57.

Como há poucas imagens de arquivo sobre a participação dos latinos, o diretor argentino Jorge Luis Sucksdorf optou pelo uso intensivo da animação, com imagens que reconstroem com realismo os momentos mais dramáticos.


OSCAR PILAGALLO
é jornalista e autor de "A História do Brasil no Século 20" (Publifolha).