Quarta, 22 de Novembro de 2017
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Leonor Maria, filha do Brig. Nero Moura e o busto de seu paiNo dia 08 de abril de 2010, em Cachoeira do Sul (RS), cidade natal do Brigadeiro Nero Moura, foi inaugurado o busto do mais importante filho daquela terra.Em 30 de janeiro de 1910, nascia em Cachoeira do Sul, o Comandante do 1º. Grupo de Aviação de Caça, que lutou na II Guerra Mundial e que, ao retornar ao Brasil coberto com os louros da vitória, foi o nascedouro da Aviação de Caça Brasileira.


Coube ao Brigadeiro Menezes, Presidente da Associação Brasileira dos Pilotos de Caça (ABRA-PC) e pela senhora Leonor Moura, filha do Brigadeiro Nero Moura, descerrar a placa comemorativa ao evento, que, sob forte emoção, traduziram o sentimento de todos os presentes.

O evento foi prestigiado por diversas autoridades civis e militares, dentre elas o Brigadeiro Meira, veterano da Campanha da Itália, que enumerou diversas qualidades do homenageado, onde o profissionalismo, liderança e a amizade eram destaques do líder inconteste dos brasileiros da Força Aérea nos céus da Itália. Sem dúvidas, como disse o Brig. Meira, dirigindo-se ao grupo de Escoteiros Nero Moura, o Brigadeiro Nero Moura era o “cara”. As palavras na íntegra do Veterano Meira foram:

"Nosso veterano e amigo, Brig Rui Moreira Lima, não pôde, hoje, estar aqui, por motivo de saúde. Pediu que eu o representasse o que estou fazendo com o maior prazer.Tirei de seu livro “Senta a Pua” o presente depoimento:

“O ponto alto de NERO MOURA foi a liderança que exerceu sobre seus comandados durante a guerra e, no regresso, durante a paz. Comandou o 1º Grupo de Caça, na Campanha da Itália, revelando, no desempenho de suas 62 missões de guerra perícia e bravura.É difícil comandar homens livres em tempo de guerra. Ele comandou.

Finalmente podemos afirmar que NERO MOURA foi, além de Grande Comandante, um amigo dos comandados, não somente fora do Brasil, mas até hoje, sendo o responsável pela chama sagrada que nos conserva unidos Nos momentos difíceis, lá e aqui, manteve-se sereno, tomando sempre decisões certas com dignidade e a altivez dos grandes chefes.

Meu testemunho:
Fui seu subordinado durante o período de treinamento e durante toda a Campanha da Itália, como piloto da Esquadrilha Verde.

Em sua volta à Força Aérea, como Ministro, tive a honra e felicidade de ser, como Capitão, seu Ajudante de Ordens. Já o conhecia como Comandante. Sereno e Severo.

Realizou, efetivamente, 62 missões de guerra, ora Comandando Esquadrilhas de 4, 8 ou 12 aviões e algumas vezes comandando o Esquadrão, com seus 16 aviões, apesar de todas as outras responsabilidades que tinha: Técnicas, Táticas e Administrativas.

Como excelente piloto foi um admirável Comandante.

Deixou nos escritos da guerra um nome especial para ele mesmo, para a Unidade que Comandou e para a Força Aérea Brasileira.

Como ajudante de ordens, privei de sua intimidade, Muito aprendi. Nunca o ouvi falar alto, desnecessariamente, com qualquer subordinado. Soube conduzir seu pessoal no meio do incrível jogo de vaidades, politica e preconceitos.

A presença de suas cinzas mortais e do seu busto moldado com perfeição, na Base Aérea de Santa Cruz, na Praça dos Veteranos e hoje, aqui, no Aeroporto de Cachoeira do Sul é a maior prova da admiração e respeito que toda a Força Aérea tem por ele. É um justo reconhecimento, aplaudido por todos.

Um homem que teve a coragem de ser fiel às suas convicções, de ser leal para com seus pares e, por fim, de cumprir com seu dever. Para toda a Força Aérea ele :“È o Cara”!"


Por sua vez, as gotas de água que caíram durante a solenidade, segundo o prefeito municipal, foram lágrimas dos céus em homenagem ao grande líder e herói nacional no ano que celebramos o centenário do seu nascimento.


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