Sábado, 18 de Novembro de 2017
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Rumo ao Alvo

Este relato começa no vôo da madrugada, como chamávamos, no dia 29 de Janeiro de 1945. Era a missão 188 do Grupo e a minha 41 . Duas esquadrilhas estavam escaladas para a primeira saída da manhã :
Green - Assis, Meira, Perdigão e Paulo Costa;
Red - Lafayette, Wanderley, Keller e Meneses.

O objetivo principal da duas esquadrilhas eram depósitos de combustível no subúrbio da cidade de Piacenza.
Neste mês, já tinham sido abatidos o Medeiros e o Aurélio, portanto, dentro dos dados estatísticos ainda estava faltando alguém, para completar o terceiro.

Quando nos dirigíamos para a pista, o nosso Miranda surgiu na saída do prédio, onde ficava a seção de informações e nos comunicou que o informações do 350th, havia recebido informações de que havia uma grande concentração de viaturas alemães na estrada que circundava o Lago de Como e que após o ataque ao objetivo, deveríamos ir ao citado local para verificarmos o que tinha nos transmitido.

Decolamos e reunimos as duas esquadrilhas, mas como o tempo não estava bom, o Lafayette determinou o procedimento de vôo por instrumento para as esquadrilhas.

Quando a esquadrilha Verde atingiu o topo da camada, não avistamos mais a esquadrilha vermelha, mas prosseguimos até atingirmos o rio Pó. Como a visibilidade não era das melhores, só avistamos o rio quando já estávamos quase na vertical do mesmo e neste momento, ouvimos pelo rádio o SENTA PUA do Lafayette e a vermelha balizada pelas explosões pretas do 88 alemão. Mais alguns minutos, iniciamos nosso ataque aos depósitos de combustível.

Após reunir a verde, como o previsto no briefing, rumamos a baixa altura na direção dos Alpes, para atingirmos o Lago de Como. Como a visibilidade não era boa, tomamos um rumo para atingir Milão e, então seguirmos para o Lago de Como. Atingimos Milão pelo sul e deixando a cidade a esquerda, nos dirigimos para o nosso segundo objetivo. Para atingirmos o Lago de Como, cruzamos a estrada de rodagem que ligava Verona a Milão, sendo surpreendidos por uma intensa barragem de A.A.A. leve. Como líder da esquadrilha cometi este erro, porque já sabíamos que esta estrada era muito bem defendida por A.A.A. leve, em proteção aos comboios de viaturas que se dirigiam a Milão, vindos de Verona. Atingimos o Lago de Como e como era difícil manobrarmos com a esquadrilha no interior do mesmo, porque fica encravado nos Alpes, determinei que o Perdigão e Paulo Costa subissem para dar cobertura para mim e Meira. Com grande dificuldade circulamos dentro da garganta, a procura das informações solicitadas pelo Miranda. A estrada que circundava o lago era toda arborizada, e como estávamos com um olho nos finos que tirávamos na encosta dos Alpes e o outro na estrada, nada pudemos verificar. Saímos da área do Lago e nos dirigimos para interceptar a estrada Verona-Milão e procurarmos os objetivos de oportunidade, isto é, as viaturas retardadas. Encontramos um comboio de viaturas e iniciamos o ataque e acredito que no segundo passe, fomos envolvidos por uma barragem de A.A.A. leve. Colamos no topo das árvores para fugirmos da A.A.A. e quando cessaram os tiros comandei a esquadrilha para a altura de varredura, com o objetivo de continuarmos ao longo da estrada a procura de novos alvos de oportunidade.