Quarta, 22 de Novembro de 2017
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PBY em tres vistas
imagem001 galeria do Catalina

 

 

Ficha Técnica

Fabricante Consolidated Aircraft Corporation
Modelo PBY Catalina
Ano Entrada Serviço 1936
Produzidos mais de 3.000
Motor Dois Pratt & Whitney R-1830-92 radiais a pistão de 1.200 hp cada.
Envergadura 31,70 m
Comprimento 19,45 m
Altura 6,15 m
Área da Asa 130,00 m²
Peso Vazio 11.727 kg
Peso Máximo 13.220 kg
Tripulação 8
Armamento Cinco metralhadoras .50 e até 1.493 Kg de bombas ou cargas de profundidade.
Velocidade Máxima 288 km/h
Velocidade Cruzeiro 188 km/h
Teto 4.481 m
Alcance 4.096 km

 

História

Desde que foi introduzido na Marinha Americana (US Navy) em 1936, passando pelo uso ininterrupto por forças aéreas nos anos 70 e indo até recentemente, quando foi aposentado como avião no combate à icêndios, o Consolidated PBY Catalina apresentou uma carreira ilustre como um dos aviões mais robustos e versáteis na história. Foi criado em resposta ao requerimento de 1933 da Marinha Americana para um protótipo que substituísse o Consolidated P2Y e o Martin P3M com um novo hidro-avião bombardeiro/patrulha que tivesse longo alcance e grande capacidade de carga.

O Catalina foi criado sob a orientação do brilhante engenheiro aeronáutico Isaac Macklin Laddon. O novo projeto introduziu suporte interno nas asas, o que reduziu bastante a necessidade por braçadeiras e cabos de amarração que provocavam arrasto. Uma melhoria significativa sobre seus antecessores, possuindo ainda um alcance de 4.095 Km e peso máximo na decolagem de 13.220 Kg. Em 1939 a Marinha considerou suspender sua produção em favor de novos substitutos. Entretanto, O Catalina permaneceu em produção devido ao enorme número de encomendas feitas pela Grã-Bretanha, Canadá, Austrália, França e Holanda. Esses países necessitavam desesperadamente de aviões patrulha confiáveis as vésperas da Segunda Guerra. Muito pelo contrário, ao invés de substituí-lo, a marinha fez sua maior encomenda de aviões desde a Primeira Guerra. Com o passar dos anos, vários aperfeiçoamentos foram introduzidos no projeto original. Uma versão anfíbea, o PBY-5A, foi desenvolvida em 1939, através da adição de um trem de aterrissagem retrátil do tipo triciclo. O PBY-6A possuía como destaque melhorias hidrodinâmicas projetadas pela Naval Aircraft Factory. A União Soviética produziu, sob licença, uma versão própria para sua Marinha batizado de GST e impulsionado por motores radiais Mikulin M-62. A Boeing Aircraft do Canadá produziu o PB2B-1 e PB2B-2 "Canso", e a Canadian Vickers, um modelo derivado do PBY-5A. No Exército era conhecido como OA-10A (PBY-5A) e OA-10B (PBY-6A). O Royal Air Force's Coastal Command voou Catalinas com a designação Catalina Mk I/II/III/IV.

Um total de aproximadamente 4.000 Catalinas foram produzidos entre 1936 e 1945. Devido a sua popularidade ao redor do mundo, era raro uma batalha marítima na Segunda Guerra em que não tivesse participado. Apesar de tudo isso o PBY tinha suas vulnerabilidades: era lento, não possuia blindagem para proteger a tripulação ou tanques auto-selantes e era muito vulnerável a atques de outros aviões. Entretanto, eram essas fraquezas, além do desenvolvimento simultâneo do radar e a esperança japonesa em transportes noturnos que levou a criação do "Black Cat Squadrons". Essas tripulações desempenhavam missões noturnas de busca e ataque em seus PBY pretos. As táticas eram espetacularmente bem sucedidas e desorganizou seriamente o fluxo de suprimentos e pessoal para as bases japonesas nas ilhas. Os Catalinas também provaram eficiência em missões de busca e resgate onde usavam o nome-código "Dumbo". Normalmente, pequenas células de três PBYs orbitavam em prontidão próximo a alvos em áreas de combate. Uma dessas células, baseada nas Ilhas Salomão, resgatou 161 pilotos entre 1º de Janeiro e 15 de Agosto de 1943. Após a Segunda Guerra, o PBY continuou no serviço de busca e salvamento em muitos países da América Central e do Sul assim como na Dinamarca até os anos 70.


fontes: Warbird Alley e Naval History of WW2