Sábado, 18 de Novembro de 2017
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Afundado na posição 23°54'S e 42°54'W a cerca de 60 milhas náuticas ou 100 km ao sul do Rio de Janeiro quando se posicionava para atacar o comboio JT3 formado por uns 20 navios em início de viagem para Trinidad e EUA.

U-199 era um submarino de última geração, de 1200 toneladas, com 44.000 km de alcance comandado pelo Capitão Hans-Werner Kraus e com 61 homens de tripulação. Como armamento de convés tinha canhões de 37 mm e de 20 mm antiaéreos e duas metralhadoras pesadas.

  • Em 03 JUL 1943 o U-199 abateu um PBM americano do esquadrão VP-74 baseado no Galeão.
  • Em 24 JUL 1943 afundou o navio inglês Henzada
  • Em 27 JUL 1943 afundou o navio Charles Peale a 50 milhas ao sul do Rio de Janeiro
  • Em 31 JUL 1943 foi atacado por um PBM americano do VP-74 e por um Lockheed Hudson da base do Galeão e, finalmente afundado por um Catalina PBY5 da base do Galeão. Os 12 sobreviventes do U-199, inclusive o Capt. Kraus foram resgatados do mar pelo destróier americano Barnegat e levados para a base de Recife como prisioneiros de guerra.

O afundamento do U-199 foi bem coordenado pela Missão Americana e pelo Comandante do Grupo de Patrulha do Galeão, Major José Kahl Filho que acionou os dois aviões de patrulha do Grupo, o Lockheed Hudson pilotado pelo 2º Ten. Sergio C. Schnoor e o PBY5 pilotado pelo 2º Ten. Alberto Martins Torres.

O primeiro ataque foi de um PBM americano comandado pelo Ten. Smith que lançou duas bombas de profundidade e fustigou o inimigo com suas metralhadoras. Causou algum dano ao submarino, mas não de modo a torná-lo inoperante.

O segundo ataque coube ao Lockheed Hudson que atacou com duas bombas MK17 e duas metralhadoras ponto 30 de nariz. As bombas caíram um pouco perto do alvo, mas as metralhadoras, em dois sobrevôos, causaram baixas nos operadores das armas de convés do submarino.

Uma vez concluído o ataque, o Hudson regressou ao Rio e sua tripulação pegou outro avião municiado e voltou à cena do ataque. Nesse ínterim o Catalina PBY5 pilotado pelo 2º Ten. Alberto M. Torres que foi acionado pelo Major Kahl deixou a varredura que estava fazendo em Cabo Frio e se dirigiu à área do Rio para atacar. De forma brilhante, com três impactos diretos de bombas na 1ª passagem e outro impacto com a 4ª bomba. Este último ataque com a 4ª bomba foi efetuado após o piloto, ao fim do 1º ataque, fazer a curva de regresso de grande inclinação, de 90°, à baixa altura, cerca de 100 metros da superfície do mar.

Todos os participantes brasileiros dos dois ataques foram agraciados com a medalha do Mérito Aeronáutico pelo então Ministro Salgado Filho.

O PBY5 era equipado com um intervalômetro, instrumento capaz de "pavimentar" à frente do deslocamento do alvo com uma seqüência de bombas. Quando lançadas com uma boa combinação do timing (momento ideal do lançamento) e da altura do ataque, não há como escapar. O Torres, por instinto, agressividade e know-how conseguiu a perfeição.

Considera-se este feito dos dois aviões da FAB contra o U-199 como o mais importante ataque no Teatro do Atlântico Sul.

Tripulações do ataque ao U-199

A28A Hudson

Piloto 2º Ten Sergio C. Schnoor
Co-piloto Cap Almir dos Santos Policarpo
Rádio Sgt Manoel Gomes de Medeiros Filho


PBY5 Catalina

Piloto 2º Ten Alberto Martins Torres
Co-piloto Cap José Carlos de Miranda Corrêa
Navegador Cap Coutinho Marques
Navegador Ten Luis Gomes Ribeiro
Rádio Sgt Sebastião Rodrigues
Mecânico Sgt Gelson Albernaz Muniz